quarta-feira, julho 14, 2010
O Pássaro
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Um Relacionamento de Amor

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Meditação
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Dentro de Mim
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sábado, julho 03, 2010
Ao Teu Lado
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sexta-feira, julho 02, 2010
Essência
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sexta-feira, junho 25, 2010
Rendição
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quinta-feira, junho 17, 2010
Origem
Nesse lugar, encontro uma origem, uma recordação de uma parte de mim algures esquecida, mas não apagada. Entendo que as origens da alma vão muito além deste plano e que desconhecem regras ou limites humanos. Por vezes parecendo difusas, fantásticas ou mesmo irreais, estas origens encontram forma de chegar à luz do dia, da consciência.
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terça-feira, junho 01, 2010
Amarei em Liberdade
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sexta-feira, março 12, 2010
Caminhar... Caminho... Caminhantes
É comum ouvir-se falar da importância de "estar no caminho", "percorrer o seu caminho", "saber qual é o seu caminho"... Mas que "caminho" é este? Existe só um, que é o "certo"? Quem o definiu? E podemos alterar ou influenciar a trajectória deste caminho? Ou existem momentos que estão "marcados" no nosso percurso e pelos quais, invariavelmente, teremos de passar?
Se há coisa que é certa na vida, é a mudança. A cada 7 anos, todo o nosso organismo se encontra completamente regenerado a nível celular, e portanto, a cada 7 anos somos literalmente uma pessoa diferente. E a par da mudança física, acontece frequentemente a mudança de valores, sentimentos, ideais, projectos.
Então se tudo em nós está em constante crescimento, como é que se pode falar de "um caminho" ou de um percurso que já está definido à partida? "O caminho faz-se ao caminhar", dizem os peregrinos de Santiago de Compostela. E esta verdade, embora nos possa encher de incertezas, também nos preenche de possibilidades.
O caminho transforma-se à medida que nós nos transformamos. Enquanto permanecermos apegados, rígidos, dependentes, o caminho não muda favoravelmente; antes estagna e bloqueia. A sensação de segurança, de que tudo está sob controlo, pode ser confortável mas não passa de um engano profundo. É uma máscara que colocamos para nos impedirmos de ver a verdade.
O medo da mudança nada mais é do que o medo do desconhecido, de não saber se iremos "sobreviver" ao que aí vem, de ficar sozinho. Mas a realidade é a de que estamos sempre "sozinhos", ninguém pode percorrer este "caminho" por nós. E no nosso interior existe algo, uma essência, que é imortal, que nada perde e nada ganha, apenas experiencia e descobre.
Se formos capazes de "enxergar os 50 metros que estão à nossa frente" com atenção, seremos capazes de ir até ao "fim do mundo". Permitir-se mudar de trajecto, ser verdadeiro consigo mesmo, é o maior aliado de uma caminhada gratificante e feliz. É preciso ter a coragem de reconhecer o que já não serve ao nosso crescimento e de ousar seguir por um caminho diferente, sempre que necessário.
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sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Ser Anjo na Vida de Alguém
Anjos. Há quem acredite neles, há quem considere que são apenas uma fantasia da mente humana, imperfeita e desesperada por encontrar "respostas" que preencham as suas lacunas existenciais.
Sem qualquer pretensão, considero que todos somos Anjos na vida de alguém, muitas vezes sem nos apercebermos. Tal como alguém que entra na nossa vida no momento certo, que nos acompanha por um determinado período e que depois de cumprida a sua tarefa, segue caminho.
Às vezes, estes Anjos que cruzam o nosso percurso não possuem a menor noção de quem são e do papel que desempenham. Às vezes, estão mais perdidos ou adormecidos do que nós próprios. E ainda assim, conseguem cumprir na perfeição a sua tarefa: mostrar-nos em que medida somos fiéis ao nosso coração, às nossas palavras, aos nossos princípios.
Um encontro com um destes Anjos pode ser tão profundo e comovente, quanto natural e despercebido. Podemos até só nos dar conta do quanto eles foram decisivos, quando já não estão "ao nosso lado". Ainda assim, a marca deste encontro pode durar meses, anos... ou uma vida inteira. Há um "antes" e um "depois". Há, sobretudo, uma noção de que se foi "abanado" pelo universo, como se uma "mensagem-expresso" nos tivesse atingido na testa.
E enquanto estes Anjos passam pela nossa vida, passamos nós em simultâneo pela vida deles ou de outros "alguéns". Numa maravilhosa, complexa e perfeita sincronia, encontramo-nos assim no "lugar certo" e rodeados de "pessoas certas", ou Anjos.
Serve isto para dizer que qualquer pessoa que cruza o nosso caminho pode ser um Anjo "disfarçado", com uma experiência de despertar para nos oferecer, caso estejamos atentos e receptivos. E quando, sem nos apegarmos, conseguimos entender e agradecer por esta dádiva... a Vida encontra o seu próprio sentido.
Sê um Anjo na vida de alguém, permitindo-te escutar, reconhecer aquilo que te é pedido, e estar presente, Amar, doar... Para que todos os Anjos que alguma vez passaram pela tua vida, te possam ter sido de algum valor, te possam ter ensinado a ser... como eles.
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quarta-feira, novembro 25, 2009
A Vida Não Usa Borrachas
A vida não usa borrachas nem escreve a lápis, com linha fácil de apagar.
Não há lugar para emendar, voltar atrás, retirar o que se fez, retocar aqui e ali. Há lugar, sim, para ser criativo, improvisar, começar de novo a partir do ponto em que se está, aproveitar as linhas já escritas e dar-lhes um novo contorno.
Fazemos escolhas e frequentemente pensamos se estas escolhas foram as correctas. "E se" tivesse sido de outra forma? Como seria hoje o "desenho" da minha vida? Mas não há tempo para fantasias, não há lugar para deambulações da imaginação. Enquanto isso, a vida corre debaixo do nosso nariz, continuamente fluindo, como um rio, que nos leva sabe-se lá para onde, de encontro a sabe-se lá o quê.
E se permanecemos agarrados aos ramos das árvores que ficam em terra, gastamos energia num apego que nos mantém reféns de um passado que não nos leva a lado algum, senão ao mesmo. Se aceitamos largar-nos e mergulhar nas águas por vezes calmas, por vezes turbulentas da vida, corremos o risco de arranhar a perna, apanhar um resfriado, ir de encontro a um pedregulho... mas caso contrário não chegaríamos a uma nova paisagem, não encontraríamos um novo lugar para existir.
A vida não usa borrachas, porque não há palavras que se apaguem, gestos que se esqueçam, sentimentos que se lavem de uma alma que regista ponto por ponto do nosso percurso. É por isto que cada momento é tão sagrado, tão único e ao mesmo tempo tão cheio de possibilidades. Porque independentemente do que passou, a alma permanece e, num renascimento eterno, ganha forças para recriar uma nova aventura.
A vida não usa borrachas, e talvez esse seja o maior presente que nos pode dar a vida. De outra maneira, que importância daríamos a este momento, a esta pessoa que está ao lado, a este riso ou a esta lágrima, se tudo fosse tão facilmente apagado como uma marca na areia, pelo vento?
As borrachas são os artifícios da mente, tentativas de fugir à responsabilidade de cada acto que é nosso. Porque tudo o que se escreve é eterno. E se o homem conseguisse viver com esse cuidado, essa atenção que vem do amor e da vontade de nada ferir e de tudo fazer pelo melhor, haveriam lá guerras ou fomes, enganos ou manipulações.
A vida não usa borrachas, e um dia os escritos da vida regressam para nos abençoar ou atormentar. E nesse momento, há uma lucidez que impregna o cérebro e o coração: "E se eu escrevesse algo de diferente, desta vez?".
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sexta-feira, agosto 28, 2009
Saber Estar Só
A solidão raramente é fácil de viver. Ela implica o confronto com os nossos fantasmas e com a nossa dor. E esse contacto, poucas são as pessoas que o desejam fazer, porque ninguém gosta de “sofrer”.
Mas aquilo que se procura ignorar, aquilo a que se resiste, é algo que persiste e que se instala no fundo do nosso ser, para assombrar as alegrias que possam surgir mais tarde no nosso caminho. Se existe um momento de “dor” na nossa vida, uma mágoa que nos persegue e acompanha quando estamos sozinhos, então o meu conselho é só um... Parar, escutar e olhar de frente para esse medo, essa dor. É preciso ser totalmente honesto consigo mesmo, não se enganar.
As pessoas passam pela nossa vida com um propósito e reflectem, invariavelmente, as nossas “luzes” (aquilo que possuímos de melhor) e as nossas “sombras” (as partes reprimidas que não queremos que existam, em nós).
Quando uma pessoa aparece na nossa vida e nos deixa com uma sensação de vazio e de indefinição, quando a pessoa é ausente, distante, quando essa pessoa tem receio de assumir os seus próprios sentimentos, então podemos muito bem perguntar-nos...
... quem é que, na nossa infância, nos “abandonou” emocionalmente?
... quem é que nos tratou, ao longo da vida, com distância, indiferença ou crítica?
... quem é que nos fez sentir que não merecíamos ser amados por inteiro, que não éramos suficientemente bons para receber esse amor?
Geralmente, terá sido um dos progenitores... Então, parte da cura para os nossos relacionamentos actuais passa por curar, dentro de nós, a relação com esse progenitor. E isso implica dizer abertamente o que se tem a dizer, libertarmo-nos emocionalmente do passado, aceitarmos que as pessoas que nos magoaram desempenharam um papel na nossa vida – o papel de nos tornarem “independentes”, de nos fazerem descobrir que possuímos dentro de nós a força para enfrentar os desafios.
Essas pessoas não nos magoaram conscientemente, muitas das vezes; frequentemente, apenas nos queriam “ensinar” de acordo com o que elas próprias viveram e aprenderam. Elas fizeram connosco o melhor que sabiam, de acordo com a experiência que tiveram.
Quando permanecemos presos a uma parte do nosso passado, precisamos de dizer aquilo que ficou por dizer, finalizar o que está pendente. Se existe vontade de chorar, que se chore, que se deite tudo para fora. E depois, que se tome um bom banho, que se faça uma refeição leve e saborosa e que se vá caminhar, passear ou simplesmente cuidar de si mesmo (ler um bom livro, ver uma boa comédia, estar com um amigo ou amiga de quem se goste).
Um dia de cada vez. “Tudo passa”, já diziam os budistas. A vida é uma constante impermanência. Só a nossa essência permanece.
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domingo, agosto 23, 2009
Quem Cria o Destino
Sou humana.
Significa isto que tenho falhas e defeitos, sonhos e anseios, erros e vitórias como qualquer outro ser humano. Significa também que, desde que nasci, me ensinam que há coisas que dependem de mim e que, acerca de outras, nada poderei fazer.
Cresci a pensar: "De onde surgiu o universo? Quem decide o que acontece a seguir? Quem está por detrás da Vida?". E, entre a maioria dos seres humanos, a busca por uma resposta a esta questão parece nascer com o primeiro sopro, como se fosse algo que nos estivesse no sangue - uma espécie de "defeito" (ou benção) de fabrico.
Em todas as histórias, em todos os dramas e desafios, existe uma única "batalha", comum a todos os que vivem - evitar o sofrimento e assegurar que o próprio destino individual seja "feliz". Mas este sofrimento só existe porque existe também uma parte de nós que quer "controlar" e "possuir". E então, novamente a pergunta da minha infância retorna: "Quem cria o destino?".
Numa época em que tanto se fala de transformação interior e quando terapeutas de diversas áreas proliferam como "cogumelos", busco clareza para esta percepção. Porque se o meu destino depende de "mim", então poderei acreditar de todo naquilo que me dizem ou predizem?
Respiro fundo e penso. Penso em quem quero depositar o "poder" de determinar a minha vida. As mensagens exteriores são como "marcas na estrada", que ajudam a perceber por onde segue o caminho que percorro. Mas esse caminho é percorrido, passo a passo, por mim... Então, em última análise, quem cria o meu destino sou eu. Não são os astrólogos, tarólogos, terapeutas, médicos.
Existe em cada um de nós um "chamado de despertar" que, quando reconhecido e abraçado, nos faz recordar que Aquilo que criou o Universo, está também em mim e em ti.
O caminho que percorro é-me único. Posso mudar o seu rumo neste preciso momento, com uma atitude, uma decisão, uma tomada de consciência. O "destino" pode ser alterado. Não se trata de "brincar a Ser Deus" nem de desrespeitar uma "vontade maior". Trata-se de entender que as possibilidades são infinitas e que existe uma parte divina em nós que possui a liberdade de optar e de criar uma realidade alternativa.
Que todos os destinos sejam alterados por Amor. Porque na rendição do Amor, todas as opções se tornam "acertadas".
Publicada por Susana Belo à(s) domingo, agosto 23, 2009 2 comentários
quarta-feira, agosto 19, 2009
Acredito no Amor
Acredito no Amor.
Não apenas numa visão romantizada do Amor, numa visão idealizada. Acredito que, no fundo de cada pessoa, existe a mesma vontade. A de estar ao lado de alguém com quem se sente uma sintonia e uma vibração ímpar, com quem se estabelece uma confiança e uma cumplicidade, com quem se partilha uma vida.
A vida mostra-nos que quanto mais nos tentamos apegar a algo ou a alguém, mais rapidamente nos colocamos em posição de o "perder". Estas perdas representam oportunidades ou lições - oportunidades de recordar que aquilo que nos define não é "o que" ou "quem" possuímos, mas antes a atitude que temos para com esses bens ou pessoas; a lição de que nada controlamos e de que o Amor é, sempre foi e sempre será... livre.
Por muitos ou poucos que sejam os anos vividos, há uma aprendizagem que é básica para toda a vida e que, quanto mais cedo se a faz, mais adequadas são as nossas acções e respostas em cada momento:
O Amor não oprime.
O Amor respeita. O Amor tolera. O Amor confia.
O Amor acredita que nada mais existe para além... do Amor.
O Amor entende que o Amor é tudo - tudo o que é realmente preciso. E que a partir do Amor, tudo se constrói, mesmo que se trate da construção de um grandioso castelo.
O que não é imediato e implica uma atenção especial da nossa parte é que esta construção requer paciência, investimento, "tempo", vontade, persistência, fé. Tudo o que vale a pena de ser vivido, vale o esforço investido. E quando é o Amor que move esse investimento, não há dúvidas, não há hesitações. Há uma confiança "cega" de que tudo o que se investe "vale a pena" e que o objectivo maior "é possível". Pois só uma confiança total suporta um crescimento como aquele nos propõe o Amor.
Não existem pessoas perfeitas. Existem, sim, pessoas unidas por um mesmo propósito, que remam numa mesma direcção, e que, contra ventos e marés, se fortalecem. E quando um dos remos parece perder força, outro o puxa e incita a remar ainda mais forte. Esta é a parceria do Amor.
E se existe dúvida possível... Que aqui fique registado:
O Amor vale a pena.
Publicada por Susana Belo à(s) quarta-feira, agosto 19, 2009 3 comentários
quarta-feira, agosto 05, 2009
Escolhas da Alma
A partir do momento em que existe uma decisão, uma profunda intenção da tua alma, existe um caminho à tua frente. Um caminho do qual não te queres "desviar". Existe uma rota traçada por curvas desconhecidas, com uma meta que o teu coração reconhece.
E no momento em que esta decisão é tomada, o tempo pára. Nada mais parece existir a não ser o teu ser e a meta, que internamente já se encontra alcançada. É assim que todos os vencedores podem alguma vez atingir um "fim" - porque visualizaram, sentiram, entenderam que a distância entre si mesmos e a meta é... irreal. A vontade mais forte não conhece barreiras.
Então começa a jornada, e com ela surgem os testes e as tentações ou distracções, as formas de facilitismo ou de comodismo, as sensações falsas de segurança. E aqui começa a verdadeira prova. O mais difícil não é decidir, optar por um caminho. É manter-se fiel a ele, com total consciência e total impermeabilidade às próprias formas de auto-sabotagem. Surgem os medos e as inseguranças - todos eles artifícios da mente, de uma parte que não é capaz de largar o controlo e de reconhecer que nada depende de si, a não ser a firme intenção de "estar no caminho".
É aqui que a alma humana é colocada em "xeque". É aqui que caem aqueles que vivem pelo medo. É aqui que falham os fracos de espírito. Porque o amor é para os fortes. É para os que se largam e entregam e nada temem, porque nada têm a não ser a fé... a fé de que um plano superior se encontra em acção, a confiança de que "tudo o que acontece, acontece pelo melhor", seja isso o que for.
Neste ponto, tudo acontece. Tudo o que é possível de existir para te distrair do teu caminho, do teu propósito, manifesta-se a partir desta decisão. E esta é uma grande benção. Pois se não existisse este desafio, não poderias saber que a tua escolha provém da alma e não do ego.
A escolha da alma é aquela que já existe marcada no teu coração, como se tivesse mesmo nascido contigo, muito antes de este "momento" ter chegado, muito antes de a tua "vida" ter acontecido, muito antes de a tua memória ter despertado para aquilo que sempre foi e sempre será... o amor.
O amor é para os fortes. É para os puros. É para os vazios de ilusões.
E neste vazio existe espaço para uma única intenção, uma única determinação. A determinação pura de sempre estar no melhor lugar do universo para servir... o amor.
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quinta-feira, julho 16, 2009
Sábios e Gurus
Esta é a história de Phi e de Ely, um buscador e um sábio.
Um belo dia, ao acordar pela manhã, Phi sentiu-se vazio e sem rumo, como se não existisse um caminho claro e definido a trilhar. Phi sabia que esta não era a primeira vez que se sentia assim. Sabia, também, que mais cedo ou mais tarde, esta sensação de estar "perdido" passaria e que outras sensações mais "fortes" captariam a sua atenção (como um belo prato de comida, conversar com os outros sobre os assuntos do dia, atolar-se de tarefas e objectivos profissionais...). De uma forma ou de outra, Phi esquecia o vazio e continuava a deambular, dia após dia, sem uma direcção consistente, rumo a um qualquer destino. Até que...
Na vida de Phi surgiu uma pessoa muito sábia, um guru. Ely era uma pessoa experiente, vivida, com muitas histórias para contar e uma visão muito clara para partilhar. Muitas pessoas encontravam em Ely um "porto de abrigo", uma fonte de amparo e de paz. Ely ajudava-as a recordar que "tudo estava bem" e que para tudo existia uma "solução". A grande diferença entre Phi e Ely era que Phi continuava a procurar algo que Ely já havia encontrado, dentro de si.
Phi, tal como muitos outros, determinara para si mesmo que Ely era "perfeito" e que um ser "iluminado" jamais poderia errar. Mas por muita sabedoria e experiência que tivesse acumulado, uma parte de Ely ainda vivia neste planeta, na forma humana. O que significava que, também ele, poderia passar por momentos de inconsciência e de parcialidade. E um dia, assim foi...
Ely tomou uma atitude defensiva e egóica, esqueceu-se por momentos da "verdade" (de que somos todos um, de que nada nos pertence... absolutamente nada) e Phi sentiu-se desiludido. Neste momento, Phi despertou da ilusão, da expectativa e da crença que tinha gerado, como que numa tentativa de assegurar que, pelo menos, alguém fora de si se sentia "seguro" e cheio de respostas.
Quantos de nós vivemos a reboque de ditos gurus e sábios? Quantos de nós colocamos a nossa intuição e percepção interior em segundo plano, para aceitar de uma forma incontestável algo que nos é dito por outra pessoa? Quando essa pessoa é tão humana quanto nós mesmos, e por isso, igualmente "falível".
Não existem pessoas perfeitas, nem "gurus perfeitos". Não existe maior sabedoria sobre a nossa própria vida do que aquela que carregamos dentro de nós. Não existe maior guia para o nosso caminho do que a sensação de conforto ou de desconforto que sentimos no peito, quando precisamos de tomar uma decisão.
Em momentos de "neblina interna", um farol externo pode ser um bom auxílio para ajudar a trazer luz sobre as nossas histórias pessoais. Mas ainda assim... aceitar viver deslumbrado por esse farol, mais do que pela própria luz interior, é apagar uma chama interna que precisa de viver bem acesa dentro de nós, para que toda esta caminhada tenha sentido.
Os sábios e gurus são apenas um reflexo da sabedoria que existe, também, em quem os vê. Que cada um possa ser o seu maior sábio e a sua maior orientação, para um caminho que é só seu!
Publicada por Susana Belo à(s) quinta-feira, julho 16, 2009 3 comentários
terça-feira, julho 07, 2009
O Resgate
Para todos nós, existem momentos na vida em que o amor é a constante, e outros em que tudo se vira do avesso e as mudanças chegam, por vezes de forma inesperada. Seja como for, acredito que é importante manter-se consciente de que "tudo o que vai, volta" e de que "tudo o que vem, vai".
A máxima conhecida de Lavoisier "Nada se perde, tudo se transforma", é uma excelente guia para os momentos de incerteza e de surpresa. Se nada verdadeiramente nos pertence, se nem este corpo físico é efectivamente uma propriedade nossa, mas sim um veículo "emprestado" à nossa alma, para que esta cumpra um propósito ou missão, então nada do que existe exteriormente a nós pode ser considerado como um ganho, uma certeza ou uma conquista.
A maior e única conquista é interna. É a conquista de se "saber eterno". É a vitória de se despertar e de não mais viver iludido pelas "histórias" que nos são contadas. Este momento, em que os olhos internos se abrem para uma nova visão, mais abrangente e plena de sentido, acerca de quem se é e daquilo que se está aqui a fazer, é um momento de resgate.
Só um verdadeiro resgate da consciência nos permite ver, escutar e sentir com serenidade, aceitação e entrega cada momento, cada situação, cada oportunidade de se desapegar de algo que não é seu, e que intrinsecamente, faz parte de um acordo implicitamente estabelecido entre os seres humanos: o acordo de se viver com base na crença de que se é imperfeito, incompleto ou impuro.
Acordar, aceitar ser CONSCIENTE é, desde logo, deixar de sofrer por supostas "perdas ou enganos". Porque nem estas são reais. Se algo não me pertence, como o posso "perder"? E então este resgate acontece, efectivamente, o resgate da paz interna. E da certeza absoluta de que nada no universo fica por "saldar", de que todas as acções têm uma reacção, e de que para todas as pessoas existe uma medida justa, um balanço final que sempre é "acertado".
Aqui, deixa de existir espaço para ciúmes, invejas, jogos psicológicos, manipulações, sentimentos de injustiça ou de engano. Nada disso é real... E faz sempre parte de uma escolha pessoal permanecer absorvido por essa teia ou resgatar-se, libertar-se e assumir-se por completo, quem se é.
Publicada por Susana Belo à(s) terça-feira, julho 07, 2009 3 comentários
quarta-feira, maio 06, 2009
O Mestre Interior
O teu maior Mestre é o Mestre Interior.
Podes aprender em diferentes escolas, podes formar-te em múltiplas áreas, podes encontrar os professores mais sábios... Mas depois de tudo isso, continuará a faltar mais um curso por fazer, mais um mestre por encontrar, mais um livro por ler. E isto é positivo. Estimula, alarga horizontes. Mas não é a resposta. A resposta está dentro. O teu verdadeiro Mestre é um Mestre Interior.
Todas as experiências que tens na face da Terra são experiências de "despertar". São como "wake up calls", marcos estrategicamente colocados no teu caminho para te ajudar a abrir os olhos e a acordar. Acordar para a tua verdade interior, para a tua essência, para quem és. Tudo se resume a isto. Quem és tu?
E quem te poderá dar uma melhor resposta, senão tu mesmo? Serão os outros? Serão os livros, as teorias, as regras e as condutas que vêm de fora?... Ou antes as que vêm de dentro?
O teu Mestre está aí mesmo, no centro do teu peito, no mais íntimo de ti, desde o início, à tua espera. A paciência é uma virtude e o teu Mestre é paciente. Ele espera que tu decidas, que tu te sintas preparado para comunicar com ele. No teu processo de despertar, o teu Mestre fala contigo de muitas formas. Algumas tu escutas; outras não. De algumas tens consciência; de outras não. Até escolheres, decidires iniciar um relacionamento com o teu Mestre.
Esta é a relação mais bonita que irás desenvolver: a relação com o teu ser interior. Como em todos os relacionamentos, há um "conquistar", um "fidelizar", um "mostrar-se disponível". Como na história d' "O Príncipezinho", há um processo de envolvimento e de sintonização com o outro; neste caso, contigo próprio.
À medida que a tua relação com o teu Mestre Interior floresce, crescem as conversas internas e mágicas, crescem os insights e as inspirações, crescem as visões claras e a paz...
Este é um Amigo, um Melhor Amigo, incondicional e eterno.
Vás onde fores, faças o que fizeres, escolhas o que escolheres, ele está aí, à tua espera, à espera que aceites a sua mão estendida e caminhes com ele, lado a lado.
Publicada por Susana Belo à(s) quarta-feira, maio 06, 2009 6 comentários
quinta-feira, abril 30, 2009
Haja o Que Houver
Haja o que houver... A Vida está aqui.
Há uma imensa melodia em mim, dentro de mim, que transborda, me conforta e me diz que "estou em casa". Esta melodia canta ininterruptamente, sem princípio nem fim...
A Vida é esta melodia, esta canção que nasce no peito e embala, acaricia e aquece a Alma.
Haja o que houver, Eu estou aqui. Eu posso (re)começar neste momento e criar, de novo, tudo aquilo que está gravado no mais profundo do meu ser: todas as histórias, aventuras, alegrias e escolhas felizes.
Haja o que houver, é bom estar aqui. É incrível, surpreendente e inesperado participar desta experiência, recordar quem sou e recordar todas as partes de mim que, aparentemente, se encontram espalhadas pelo mundo e se reflectem em cada pessoa que encontro.
Haja o que houver, é óptimo recordar que a Vida não se faz só de palavras, pensamentos e reflexões, mas ainda mais de actos, gestos e emoções, de contactos e encontros, de partilhas, de risos e lágrimas, do doce e do salgado... E no caminho do meio, passo a passo, descubro o terreno que escolho trilhar, a cada instante.
Obrigada Vida, Obrigada Sopro da Consciência.
Namastê
Publicada por Susana Belo à(s) quinta-feira, abril 30, 2009 3 comentários








